Alexandre Schulter

Novembro 11, 2009

Dissidência

Arquivado em: Livros — alxnd @ 5:44 pm

contestador

Cartas a um jovem contestador, por Christopher Hitchens

Esse diminuto livro do mestre do debate intelectual Christopher Hitchens é tudo que um livre-pensador que discorda de quase tudo poderia querer. Longe de ser um manual, esta sequência elegante de cartas enviadas à um aluno imaginário de controvérsia é uma leitura inspiradora com idéias preciosas sobre como contestar melhor as coisas. Em suma, se é para ser um contrariador, ao menos que o seja de maneira eficaz.

Abaixo uma lista das idéias que mais chamaram minha atenção:

  • Rejeite o perfeccionismo, mas não aceite a natureza humana do jeito que ela é.
  • Em certas épocas, para sobreviver como um dissidente, precisamos viver como se. “Oscar Wilde decidiu viver a agir como se hipocrisia moral não fosse reinante. No sul dos EUA no início dos anos 60, Rosa Parks decidiu agir como se uma trabalhadora negra pudesse se sentar em um ônibus no fim de um dia de trabalho. Em Moscou nos anos 70, Aleksandr Solzhenitsyn resolveu escrever como se um professor pudesse investigar a história do próprio país e publicar suas descobertas. Todos eles, comportando-se literalmente, agiram ironicamente.
  • Não faça concessões deprimentes, tais como “a hora ainda não chegou”.
  • Combata a atrofia e a rotina. Questione o óbvio e o estabelecido. Pondere sobre ser reducionista e combater a complexidade desnecessária.
  • Exercícios de irritação podem ajudar a evitar atrofia e rotina.
  • A crítica da religião é a premissa de toda crítica.” Religiosos dizem ter a resposta. Bem, ao menos eles tem a pergunta.
  • Dissidentes são frequentemente chamados de elitistas por exporem seus julgamentos. Mas ficar quieto também é uma decisão.
  • Não procure argumentos em autoridades. Procure argumentos.
  • Não permita que nenhum partido ou facção, não importa quão altruísta, pense por você. A busca da segurança e da maioria não é sempre o mesmo que solidariedade; pode ser sinônimo de consenso, tirania e tribalismo.
  • Separar a humanidade em grupos, seja nação, tribo ou religião não faz sentido hoje.
  • Um regra sobre humor: se você se preocupar que está indo longe demais, você ainda não foi longe o suficiente. Se todo mundo rir, você fracassou.
  • Não tema ser chato, insista. A hora de agir pode vir do nada e um grande período sem nada acontecendo é comum, então é bom estar sempre preparado.
  • O risco de dizer o que pensa é muito pequeno. No máximo vão te perguntar quem você pensa que é.
  • Condenar um utopista é conhecer mal a história.
  • Cuidado com os irracionais, independente do quão sedutores forem. Esquive-se do ‘transcendente’ e de todos aqueles que te convidam a se subordinar ou se aniquilar. Não confie em compaixão; prefira dignidade para si e outros. Não tenha medo de ser conhecido como arrogante ou egoísta. Imagine todos os experts como se fossem mamíferos. Nunca seja expectador de injustiça ou estupidez. Procure discussão e disputa por si só; o túmulo fornecerá bastante tempo para o silêncio. Suspeite dos próprios motivos. Viva para os outros não mais o que você espera que outros vivam por você.
  • A mais alta ambição: lutar para combinar o máximo de impaciência com o máximo de ceticismo, o máximo de ódio à injustiça e à irracionalidade com o máximo de autocrítica irônica. Isso significaria, verdadeiramente, decidir aprender com a história em vez de invocá-la ou criar slogans sobre ela.

Agosto 25, 2009

Falcatruas

Arquivado em: Livros — Tags:, , , — alxnd @ 2:47 pm

Um avião voando é um milagre suficiente. Quem precisa de OVNIs?

Uma das características inatas da nossa espécie é a capacidade de ser feliz e amar, ilusões muito úteis para nossa sobrevivência. Auto-enganação tem um papel significativo nessas ilusões, assim como no comportamento animal em geral, já que pode dar ao indivíduo uma vantagem selecionada. A lógica disso está no fato que quanto mais uma pessoa acreditar mais na própria mentira, melhor consequentemente está apta a persuadir outros de sua “verdade”.

A auto-enganação pode não ser uma de suas características mais celebradas, mas com certeza uma das mais curiosas: a extensão da loucura à qual as pessoas se submetem para obter a satisfação pessoal. Nada de tão errado nisso, até que se note que isso pode se realizar em detrimento da sobrevivência da espécie em longo termo.

Flim Flam, por James Randi

Flim Flam, por James Randi

Mamíferos iludidos e desenfreados destruindo com falcatruas o árduo trabalho da ciência. Esse é o tema de Flim-Flam, um livro de James Randi.

Randi classifica os perpetradores de falcatruas em duas categorias óbvias: aqueles que sabem que é uma mentira e aqueles que honestamente acreditam na farsa. O segundo grupo é maior, evidenciando a auto-enganação.

Homeopatia, médiuns, fadas, unicórnios, OVNIs, levitação, cirurgias psíquicas, espiritismo, triângulo das bermudas (*) – todos alvos desse mágico ilusionista que ficou famoso pelo seu desafio a qualquer pessoa demonstrar qualquer fenômeno paranormal em ambiente controlado em troca de um prêmio milionário. E nem precisar explicar por quê ou como, é só demonstrar. Seus remédios alternativos funcionam? Fala com seus parentes falecidos? Consegue prever o futuro? Largue tudo o que esteja fazendo e seja milionário!

Nunca ninguém conseguiu. E olha que o prêmio é oferecido desde 1964.

O livro se concentra em explicar vários casos avaliados para o recebimento do prêmio ao longo de anos. Uma tarefa ingrata. De onde vem a motivação de Randi para isso? Vou citar um trecho do livro, no capítulo sobre Erich von Daniken, que argumentava que monumentos do mundo antigo, como as pirâmides egípcias, foram construídos por alienígenas:

(…) ao invés disso, para satisfazer o que parece ser seus preconceitos pessoais, ele inventa um tipo de intervenção divina/extraterrestre/sobrenatural que ele argumenta ser necessária para permitir que raças inferiores consigam colocar pedra em cima de pedra ou colocar tinta no topo de uma caverna (…) Eu pessoalmente me sinto ofendido por essa atitude, e preciso mencionar que um ano atrás – depois de ter lido inúmeras descrições da fortaleza de Sacsahuaman que guarda Cuzco, a capital Inca, como suas paredes maravilhosamente construídas em pedra – tive finalmente a oportunidade de visitar o lugar. Acordei antes do sol nascer e caminhei o longo e estreito caminho até a colina que avista Cuzco e vi o sol atingir os lados de sua extraordinária estrutura. Fiquei em estado de reverência dos homens que muito tempo atrás que puderam não só conceber tal projeto, mas que construiram ele com esforço prodigioso. Poderiam eles suspeitar que alguém de nossa era tão distanciada da deles no tempo, na cultura e na tecnologia pudesse se sentir trespassado por suas habilidades e audacidade em construir tal maravilha? Eu literalmente caí em lágrimas enquanto experimentava um senso de admiração pelos construtores de milagres (…) Tentando o quanto ele pode, von Daniken não pode rebaixar o trabalho de homens mais grandiosos que ele. Para cada gigante, há um pequeno a chutar seus calcanhares. Mas as grandes realizações de muito tempo atrás permanecem.

Estive em nas ruínas de Sacsahuaman em 2008, é realmente impressionante

Estive em nas ruínas de Sacsahuaman em 2008, é realmente impressionante

(*) Religiões ficaram de fora, Randi diz que um livro inteiro não seria suficiente para começar a criticar o fenômeno

Junho 2, 2009

10 motivos para ir de bicicleta para o trabalho

Arquivado em: Ciclismo — Tags:, , — alxnd @ 12:07 pm

Por quê alguém trocaria o conforto de um carro ou ônibus por uma bicicleta?
1. Faz bem para a mente, especialmente o humor
2. Melhor ainda para a saúde do corpo
3. É silenciosa e não polui o ar
4. Você pega vento na cara
5. É mais rápida que carros e transporte público
6. Muito mais barato, também
7. Você não precisa procurar vaga pra estacionar
8. É um meio de transporte individual
9. São fáceis de adquirir e manter
10. É seguro, especialmente quando existem ciclovias

Maio 6, 2009

Hoje em dia

Arquivado em: Naturalismo — alxnd @ 2:52 pm

O Google retorna quase quatro milhões de resultados para “hoje em dia”. Geralmente aplicado no inicio de frases, a expressão quase sempre indica um erro grosseiro acerca dos fatos.

Sendo um mamífero adaptado para entender o que são décadas e até compreende o que significa a passagem de um século, o homo sapiens não conseguiria entender o que são 13 bilhões de anos.

Só abrimos os olhos para o Universo há cerca de 100 mil anos atrás, ou seja, matematicamente, quase ontem. Mesmo assim, de ontem até hoje temos uma faixa de tempo gigantesca.

Agora quando o camarada chega a larga uma do tipo “hoje em dia a violência está insuportável”, obviamente está ignorando ou é ignorante sobre os últimos 100 mil anos. (Que dirá dos 13 bilhões de anos.) (mais…)

Março 13, 2009

Manifesto a favor da orientação a objetos

Ando muito insatisfeito por ter que abrir mão do paradigma orientado a objetos (OO). Não é um caso das segundas-feiras e também não é uma crise existencial causada pelo tipo mais chato possível de software que alguém poderia trabalhar com: sistemas de informação.

O problema é que a empresa onde trabalho insiste em fazer sistemas procedurais, o que é esquisito, já que o termo “orientação a objetos” é citado em e-mails, declarações de escopo e reuniões com nossos clientes. Nossa própria metodologia de desenvolvimento não faz sentido para o paradigma procedural. Será meu trabalho um grande faz-de-conta?

Vejam só: um objeto, no paradigma OO, é algo que tem estado e comportamento. Qualquer modelo de classes de domínio de qualquer projeto daqui não tem comportamento.

Sem atribuição de responsabilidades aos objetos, a modelagem é banal. Se fôssemos dar nomes às associações nesses modelos, todas elas se chamariam “Contém”. Dificilmente vai além disso. Objetos contém outros objetos e esses contém outros e assim por diante. No final é um diagrama que serve apenas para mapear um banco de dados e não é um modelo OO que abstrai de forma elegante um problema do mundo real. Esses modelos são conhecidos como Anêmicos na comunidade de desenvolvimento.

Se o comportamento não está em nossos objetos, está onde? Estamos implementando rotinas em camadas de serviço e em pretensiosos Business “Objects”. Estamos entrincheirados em um mundo de processamento de dados, sem conseguir enxergar a realidade. Nem os nomes dessas rotinas tentam esconder a sua natureza, como os muito comuns “pesquisar()”, “processar()”, executarRegraNumeroX()”, etc. Para fazermos OO, precisaríamos de métodos e não rotinas, precisaríamos de mensagens e não chamadas, atributos e não campos.

A maioria dos padrões de projeto OO, como os do GRASP e do GoF, simplesmente não são aplicáveis nos nossos modelos de negócio. Chega a ser cômico.

Mas alguém poderia argumentar que o paradigma estruturado/procedural é melhor para sistemas como os nossos. Nesse caso eu teria que discordar. Orientação a objetos surgiu para resolver o problema da complexidade. E a complexidade dos sistemas geralmente aumenta mais que o seu tamanho. Polimorfismo, herança e encapsulamento tanto de dados quanto de comportamento são artificíos da orientação a objetos que servem justamente para lidar com a complexidade. E isso é algo desejável em projetos grandes e com prazos apertados como os nossos. Fora que ainda não vi nenhum projeto aqui onde o processamento dos dados fosse um desafio maior que os complicados relacionamentos entre os inúmeras entidades de negócio dos clientes.

Segundo Chris Richardson, em seu livro POJOs in Action, quandos algum dos seguintes casos for verdadeiro, a lógica de negócios poderia ser escrita de forma procedural: quando a equipe do projeto não tem as habilidades necessárias para projetar OO, quando as regras de negócio são muito simples e quando não se está usando um framework de persistência.

Se for o caso de continuarmos fazendo sistemas desta maneira, então ao menos deveríamos adotar as técnicas apropriadas. Análise e Projeto OO, como sugerido pela nossa metodologia, poderia ser substituída por Análise Estruturada. Afinal, diagramas de sequência da UML são úteis para distribuir responsabilidades em um domínio de objetos e não descrever processamento de dados, algo que DFDs, DDs, DERs e DTEs da Análise Estruturada supostamente fazem melhor.

Não é particularmente horrível criarmos sistemas procedurais, tanto que funcionam e são uma constante no mundo JavaEE. Todos os garotos legais estão fazendo isso. Apesar de que seria menos chato se fizéssemos OO. Com EJB2 nem dava pra tentar fazer diferente. Mas esse cenário está mudando, tanto que os objetos no EJB 3.0 passaram a ser POJO e, sendo assim, podem ser usados para criar modelos ricos OO. Impecilho técnico não existe. O problema é cultural.

Fevereiro 13, 2009

Viagem Patagonia 2009 – Pucon

Arquivado em: patagonia 2009 — Tags:, , , , , — alxnd @ 10:46 am

Saudacoes,

Estou agora em Santiago do Chile, oficialmente fora da Patagonia e com passagem comprada para o Brasil. So nao sei se transfiro para outro dia ou vou amanha mesmo.

Mas quero escrever sobre Pucon, a cidade onde os chilenos passam ferias. Fica do lado de um lago e de um vulcao, o Villarica. A primeira coisa que fiz quando cheguei lá foi contratar a subida ao vulcao. A empresa Backpacker faz a subida ao vulcao na madrugada. Antes das 5 da manha ja estavamos na base do vulcao e equipados para a subida.

La pelas 8 da manha, depois de algumas horas subindo, o sol nasceu. Nao tinha nenhuma nuvem no céu e nenhuma brisa. E éramos a primeira equipe subindo. Nao tinha ninguem lá.

No dia anterior um dos guias disse que tiveram que desistir por causa do vento. O que é muito comum. Mas nós tivemos sorte, o tempo estava colaborando. Só restava saber se o corpo iria coloborar. O guia também falou que geralmente brasileiros desistem no meio do caminho. Mas nós nao iríamos desistir né??
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Fevereiro 7, 2009

Viagem Patagonia 2009 – Bariloche e Puerto Varas

Arquivado em: patagonia 2009 — alxnd @ 11:47 pm

Olá! Já há 6 dias sem manter contato devem ter pensado que morri. É que foram dias um pouco mais conturbados que o normal.

De Puerto Madryn, Argentina, fomos à Trelew visitar um museu de fósseis com vários dinossauros em exposiçao. Depois pegamos um busao que saiu das planícies patagonicas e subiu as montanhas rumo a San Carlos de Bariloche. Bariloche acho que foi a primeira cidade agitada que peguei. Depois de quase 20 dias em lugares selvagens até que adaptei rapido devolta na civilizacao.

Bariloche é bem legal. É o que Floripa poderia ser mas nao é porque os politicos nao sao muito inteligentes. A cidade tem varias belezas naturais e aproveitaram isso pra criar uma baita infraestrutura para esportes radicais. O forte é esqui na neve, no inverno, mas mesmo no verao nao falta coisa para fazer. Mas há uma coisa em comum com Floripa: o preco dos bares e restaurantes. A noite também é muito boa. Levei meu primeiro porre patagonico, e só de coisa exótica: Fernet Blanca com Coca, Pisco com Coca e cervejas artesanais da Argentina (que sao um lixo! hehe).

De Bariloche viemos a Puerto Varas, aqui no Chile, passando pelos Andes e ficando boquiabertos denovo com o visual. Puerto Varas foi uma surpresa. Nao esperava nada daqui, a nao ser umas cachoeirinhas que todo mundo visita na localidade de Petrohué. Mas acabamos por ver uma competicao de Windsurf, participar de uma festa germanica local e de um festival de cinema, fora as tais cachoeirinhas, tudo isso em um unico dia!

Amanha o destino é Pucon, também no Chile, com o objetivo de subir o vulcao Villarica.

Abaixo algumas fotos. Até!
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Fevereiro 2, 2009

Viagem Patagonia 2009 – Los Animales Patagonicos

Arquivado em: patagonia 2009 — Tags:, , , , , — alxnd @ 8:02 am

Olá Chicos
Que tal? Muy bien?

Estamos hospedados na cidade de Puerto Madryn, Argentina. Viemos de Calafate numa viagem de 24h e hoje fizemos um passeio na Peninsula Valdes, que fica a 100km daqui. A Peninsula Valdes é um Patrimonio da Humanidade da UNESCO e é um santuario ecologico onde se podem observar diversas especies de animais e seu habitat natural. Observamos de longe, mas pelo menos nao é um zoologico, os bixos estao lá seguindo suas vidas normais e selvagens.

Amanha era para fazermos o passeio em Punta Tombo, mas as empresas de turismo estao de sacanagem. Em todos lugares na Argentina existem cartéis. Todas cobram o mesmo preco caro (tudo é caro aqui) e fazem exatamente o mesmo passeio. O passeio para Punta Tombo inclui várias horas inúteis em lugares comerciais e o que é bom mesmo – avistar meio milhao de pinguins magalhanicos, a maior colonia do mundo – dura só 1 hora. Se eu nao tivesse esquecido minha carteira de motorista, alugaria um carro pra ir lá e ficar o dia inteiro olhando os bixos.

Abaixo estao algumas fotos de animais dali e varios outros que consegui fotografar ate o momento em outros lugares. Alguns eu nao sei o nome, mas depois eu descubro!

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Janeiro 30, 2009

Viagem Patagonia 2009 – Parque Los Glaciares, Argentina

Arquivado em: patagonia 2009 — Tags:, , , , — alxnd @ 9:53 am

Olá pessoal

Do Chile viemos para a Argentina e conhecemos várias coisas do Parque Nacional Los Glaciares. Aqui em Calafate queríamos conhecer o grande glaciar Perito Moreno. O problema era o preco. Mas quando chegamos, já na rodoviária, fomos “abordados” por um casal de franceses. Se fosse no Brasil eu já ia achar que era golpe hahaha… Mas como é uma cidade turística da Argentina frequentada por quase somente europeus, foi um bom negócio. A idéia deles; depois das 8 da noite os guarda-parques encerram as atividades e a entrada fica liberada. O normal é ir pro glaciar de onibus, de manha. Nós rachamos um taxi e chegamos lá depois das 8, nao pagamos a entrada e ficamos observando aquela montanha de gelo até o sol se por, as 22;30.

Fotos abaixo (mais…)

Janeiro 25, 2009

Viagem Patagonia 2009 – Torres del Paine, retornando

Arquivado em: patagonia 2009 — Tags:, , , , — alxnd @ 11:37 pm

Vivos!! Chegamos vivos, mas miseráveis.

Fedendo igual um andarilho, barbudo, magro, exausto, dores em lugares que eu nem sabia que existiam. Achei que aquilo lá era programinha de turista bobao! Tá louco! É muito difìcil! 80km subindo e descendo montanhas por 5 dias com casa e comida na cintura, acampando na chuva, lavando louca no rio gelado, “frequentando o banheiro” no mato, nao é uma coisa, assim… FACIL. Pelo menos o tempo colaborou. Nao ocorreu nenhuma das tempestades que tanto relatam outros trilheiros.

Bem, abaixo algumas fotos.

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