Estou aqui expremendo meus últimos centavos na contabilidade pra ver se troco de imóvel. Mas esse último centavo não ultrapassa o limiar da reserva pra próxima maluquice da minha vida: Nepal e Índia.
Em resumo a aventura será:
Desembarcar, depois mais de 40 horas entre aeroportos como Guarulhos e Doha no Catar, na cidade de Catmandu, aos pés dos Himalaias, no Nepal. De lá, dois dias depois, pego um teco-teco rumo a uma das pistas de avião mais perigosas do mundo, Lukla. A partir de Lukla serão 10 dias de caminhada estrenuosa por meio de vilarejos e seus templos hindus e budistas até o acampamento base do Monte Everest, lugar a partir do qual saem os escaladores que fazem a tentativa de subir ao cume, 8848m acima do nível onde estou agora, em Floripa. Felizmente eu não passarei de 5643, altura a qual já estive antes e foi uma experiência dolorosa, mas a qual não cometerei o mesmo erro novamente, a falta de aclimatação. Esse caminho, esse “trekking route”, está entre os clássicos do mundo.
Do acampamento base do Everest devolta a Lukla são só 3 dias de downhill e mais uma aventura na aterrorizante pista de pouso e decolagem. Novamente em Catmandu, pretendo me enfiar em uma expedição de rafting de vários dias. Expedições de até 10 dias são bem comuns, mas como não haverá tempo terei de me satisfazer com 3, terminando no sul do Nepal, no parque nacional de Chitwan, onde poderei fazer um safari montado em elefante. Há de ser uma experiência curiosa.
Devolta Catmandu pela terceira vez, pego um vôo e cruzo para a India, local o qual ainda estou apreensivo de ir, mas que se for igual a Bolivia, para onde também estava apreensivo, acabará sendo divertido. Pouso na mega-cidade de Nova Déli, fico 1 dia ou menos ali e começo a travessia de trem. Ficar muito parado num lugar só não dá, e já que vai se movimentar, por que não atravessar o negócio todo de uma vez? Quer dizer, ao menos metade da India acho que vai dar.
Entre os lugares da India que pretendo ver são Agra, para entrar no Taj Mahal, Jaipur e Jaisalmer, no Rajastão, do lado do Deserto de Thar e a fronteira com o Paquistão, onde farei um safari de camelo. Depois pretendo ir a Bollywood, a Hollywood indiana em Mumbai, outra mega-cidade. Entre tudo isso são infindáveis trechos de ferrovia que posso fazer durante a noite, enquanto durmo. É muito esperto esse esquema.
De Mumbai volto pra Floripa, talvez um pouco diferente de quando fui.































