Alexandre Schulter

maio 6, 2009

Hoje em dia

Filed under: Filosofia — alxnd @ 2:52 pm

O Google retorna quase quatro milhões de resultados para “hoje em dia”. Geralmente aplicado no inicio de frases, a expressão quase sempre indica um erro grosseiro acerca dos fatos.

Sendo um mamífero adaptado para entender o que são décadas e até compreende o que significa a passagem de um século, o homo sapiens não conseguiria entender o que são 13 bilhões de anos.

Só abrimos os olhos para o Universo há cerca de 100 mil anos atrás, ou seja, matematicamente, quase ontem. Mesmo assim, de ontem até hoje temos uma faixa de tempo gigantesca.

Agora quando o camarada chega a larga uma do tipo “hoje em dia a violência está insuportável”, obviamente está ignorando ou é ignorante sobre os últimos 100 mil anos. (Que dirá dos 13 bilhões de anos.) (mais…)

fevereiro 27, 2008

Christopher Hitchens Ilustrado e Legendado

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Por Christopher Hitchens
Ilustrações por 43alley
Legendas por Alexandre Schulter

Este vídeo é uma ilustração legendada por mim do discurso inicial de Christopher Hitchens no famoso debate com Alister McGrath sobre crença religiosa no mundo moderno. O debate foi realizado em 2007 e esse trecho tem 13 minutos, em duas partes:

Abaixo a transcrição completa em português desse trecho do debate.

Quando debato com Judeus e Muçulmanos e Cristãos sempre pergunto “bem, você realmente acredita que um nascimento virgem aconteceu, você realmente acredita numa criação do Gênesis, você realmente acredita em ressurreição de um corpo?” Sempre recebo uma resposta do tipo Monty Python. “Bem, há na verdade um pouco de metáfora”

Não estou certo – vou descobrir – estou determinado em descobrir nesta noite qual linha segue o meu antagonista e quero que vocês notem e quero que vocês o testem porque acho que é justo e irei falar com ele e com vocês como se ele representasse de fato a fé Cristã.

Não conseguirei tratar dos três monoteísmos hoje a noite. Talvez possa golpear os outros dois durante essa discussão, mas posso apenas tratar do dele e irei assumir que significa algo pra ele e que ele não é apenas um humanista metafísico. Acho que posso assumir isso.

O principal ponto que quero disputar esta noite é isso: vocês escutam muitas vezes de pessoas de vaga fé que, enquanto pode não ser o caso das religiões serem metafisicamente verdadeiras, seus personagens e estórias serem lendários ou habitarem o limiar da mitologia, pré-história, suas alegações podem ser risíveis.

Nós temos explicações melhores para as origens e nascimento do nosso cosmos e nossas espécies agora, tão melhor que, de fato, se estivessem disponíveis desde o início, religião nunca teria surgido. Ninguém hoje iria de volta ao estágio onde não tínhamos qualquer filosofia real, tínhamos apenas mitologia, quando nós pensávamos que vivíamos em um planeta plano ou quando pensávamos que nosso planeta era circulado pelo sol ao invés do contrário, quando nós não sabíamos que haviam microorganismos mais poderosos que nós e que tinham domínio sobre nós ao invés de nós sobre eles, quando éramos medrosos da infância da nossa espécie.

Nós não teríamos adotado Teísmo se soubéssemos o que sabemos agora, mas deixe tudo isso, desconsiderando tudo isso, você ainda teria que dar crédito à religião por ser a fonte de ética e moral: “de onde tiraríamos isso senão da fé?” Acho que, com o tempo que tempo, esse é a posição que mais quero arruinar.

Não acredito que religião seja moral ou ética e certamente não acredito que quaisquer de suas explicações sobre a origem da nossa espécie ou do Cosmos ou seu destino final sejam verdadeiras também. Na verdade, acho que a maior parte tem sido conclusivamente, completamente descreditado, mas tratarei da alegação restante de que é moral. Ok, posso apenas tratar de Cristianismo esta noite. É moral acreditar que seus pecados, seus e meus, senhoras e senhores, irmãos e irmãs, podem ser perdoados pela punição de outra pessoa? É ético acreditar nisso?

Eu sugeriria que a doutrina da vicária redenção através de sacrifício humano é totalmente imoral. Eu poderia, se quisesse, se conhecesse alguém de vocês, você fosse meu amigo ou mesmo se não conhecesse você mas amasse a idéia de você (amor compulsório é outro elemento doentio do Cristianismo, apropósito), mas suponha que eu possa dizer “veja, você está devendo, eu acabei de ganhar bastante dinheiro com um livro que detona Deus, pagarei suas dívidas, talvez você irá me pagar um dia, mas por agora posso livrá-lo do problema”

Poderia dizer a alguém amo e que foi sentenciado à prisão que cumpriria sua sentença, eu tentaria e faria. Poderia fazer o que Sydney Carton faz em Lenda de Duas Cidades (Dickens), se desejarem, mas muito provavelmente não o farei a não ser que vocês foram incrivelmente doces comigo, assumirei seu lugar no enforcamento, mas não posso sumir com suas responsabilidades. Não posso perdoar o que você fez, não posso dizer que não o fez, não posso limpá-lo. O nome para isso na sociedade do oriente médio primitivo era bode expiatório. Você empilha os pecados da sua tribo em um bode e guia o bode para o deserto para morrer de sede e fome. E você acha que se livrou os pecados da sua tribo. Essa é uma doutrina positivamente imoral que anula a idéia de responsabilidade pessoal sobre a qual toda ética e toda moral deve depender.

E há ainda mais uma implicação. Me dizem que tenho parte nesse sacrifício humano apesar que aconteceu muito antes de eu nascer. Não pude dizer qualquer coisa, não fui consultado sobre isso, se estivesse presente me sentiria obrigado a fazer o melhor que pudesse para interromper a tortura e execução de um pregador excêntrico. Faria o mesmo ainda hoje.

Não, não, não, estou comprometido nisso, eu, eu mesmo, finquei os pregos, estava presente no Calvário, isso confirma o pecado original nojento no qual fui concebido e nasci, o pecado de Adão e Eva. Novamente, isso pode soar à uma crença insana, mas é a crença Cristã.

Bem, é aqui que podemos perceber algo muito sinistro sobre Monoteísmo e sobre a prática religiosa em geral. É incipientemente pelo menos e geralmente acho explicitamente totalitário, porque não posso opinar. Nasci sobre uma ditadura celestial a qual não poderia ter escolhido. Não me submeto à seu Governo. Me dizem que pode me observar enquanto durmo. Me dizem que pode me condenar por causa de, aqui a definição de totalitarismo, crimes do pensamento, por causa do que eu penso posso ser sentenciado e condenado.

E se eu cometer uma ação correta, é apenas para evitar essa punição e se cometer uma ação errada, serei pego não apenas com punição na vida pelo que fiz, mas não, mesmo depois de morrer. No Velho Testamento, repulsivo do jeito que é, recomendador do jeito que é sobre genocídio, racismo, tribalismo, escravidão, multilação de genitais, deslocação e destruição de outros, terrível como são os Deuses do Velho Testamento, eles não prometem punir os mortos. Não há conversa sobre tortura após a terra ter sido fechada. Só depois quando o Jesus gentil, meigo e suave, faz sua aparição é que aqueles que não aceitam a mensagem são comunicados que devem partir para o fogo eterno. Isso é moralidade? Isso é ética?

Sugiro que não apenas não é, não apenas isso traz a falsa promessa de redenção, mas é também a origem do princípio totalitário o qual tem sido um peso e vergonha tão grades para a nossa espécie por tanto tempo.

Também acho que isso denigre nossa integridade mais essencial. Dissolve nossa obrigação de viver e testemunhar em verdade. Quem de nós diria que acreditaria em algo porque poderia nos alegrar ou diria às nossas crianças que algo é verdade para secar suas lágrimas? Quem de nós perde-se em pensamentos desejosos, quem afinal se importa com a perseguição da verdade à todo custo e perigo?

Não pode ser dito, você não ouve ser dito repetidamente sobre religião e pelos religiosos eles mesmos, bem pode não ser realmente verdade, as estórias podem ser contos de fadas. A história pode ser dúbia, mas fornece consolo. Pode alguém ouvir a si mesmo ou ter escutado isso de si mesmo sem algum tipo de constragimento, sem a concessão que o pensamento aqui é diretamente desejoso, que, sim, seria legal se você pudesse jogar seus pecados e responsabilidades em outra pessoa, mas não é verdade e não é moral e essa é minha segunda acusação.

Sobre nossa integridade, integridade básica, saber diferenciar o certo do errado e ser capaz de escolher a ação correta, acho que devemos repudiar a alegação de que não temos discriminação moral natural, que, não, ao invés disso deve vir apenas da agência de ditadura celestial a qual devemos amar e simultaneamente temer.

Como é que é, nunca tentei, nunca fui um Clérigo, como é que é passar a vida mentindo para crianças. E dizer a elas que tem uma autoridade que devem amar, amar compulsoriamente? Que idéia grotesca e ficar aterrorizado disso ao mesmo tempo. Como é que é? Quero saber

E dizer que não temos um senso natural de certo e errado, que crianças não tem um senso natural de justiça e decência, a qual é claro que tem. Como é que é? Posso personalizar até esta extensão, disseram aos ancestrais judeus da minha mãe que antes que chegassem ao Sinai, eles estavam se arrastando pelo deserto com a impressão de que adultério, assassinato, roubo e perjúrio não eram um problema, e chegaram ao Monte Sinai apenas para serem instruídos de que isso não era adequado afinal de contas.

Me desculpem, vocês devem ter mais respeito próprio e para com os outros do que isso. É óbvio que as estórias são ficção. São uma fabricação exposta conclusivamente pela arqueologia israelita. Nada do tipo nunca aconteceu, mas suponha que tomemos como uma metáfora? É um insulto, é um insulta a nós, é um insulto a nossa integridade mais profunda.

Se acreditássemos que perjúrio, assassinato e roubo não fossem errados, não teríamos chegado mais longe que a base do Monte Sinai ou qualquer outro lugar.

Agora nos dizem no que temos que acreditar, estou chegando na questão da ciência, razão e religião são compatíveis ou, como prefiro, reconciliáveis. O grande Stephen J. Gould acreditava que elas eram magistérios não sobrepostos, você pode ser um crente e uma pessoa de fé.

Assim é como eu, um não-cientista, dirá que isso é mais radicalmente irreconciliável do que é incompatível. Peguei as melhores opiniões sobre quanto tempo o Homo Sapiens esteve no planeta. Carl Sagan, Richard Dawkins e muitos outros, e muitas visões discrepantes das deles calculam que não é mais que 250.000 anos, um quarto de milhão de anos. Não é menos, também. Acho que é aproximadamente aceito. 100.000 é o menor que ouvi e de fato eu estava para dizer, novamente para não soar muito judeu, assumirei 100.000. Só preciso de 100.000.

Por 100.000 anos Homo sapiens nasceram, usualmente, talvez não usualmente, mas frequentemente morrendo no processo ou matando a mãe no processo e a expectativa de vida provavelmente não muito maior que 20, 25 anos. Morrendo provavelmente dos dentes, perto como estão do cérebro ou de de fome ou microorganismos que eles não sabiam que existiam ou de eventos dos tipos como vulcânicos ou tsunami ou terremotos que teriam sido aterrorizantes e misteriosos também, assim como algumas brigas por mulheres, terra, propriedades, comida e outros assuntos. Você pode imaginar você mesmo como os primeiros milhares de anos foram.

E gostamos de pensar que aprendemos um pouco no processo e certamente deuses durante tudo isso, adorando ursos no início, consigo imaginar por quê, às vezes adorando outro ser humano, (grande erro, voltarei nisso se tiver tempo), isso e aquilo e outra coisa, mas exponencialmente talvez melhorando, apesar que em algumas áreas do mundo quase morrendo completamente. Uma luta amarga por todo caminho.

De acordo com a fé Cristã, o céu observa isso com braços cruzados por 98.000 anos e então decide, nossa, é hora de intervir e a melhor maneira de fazer isso é com um sacrifício humano na Palestina primitiva onde a notícia demoraria tanto para se espalhar que ainda hoje não penetrou grandes partes do mundo e isso seria a redenção da espécie humana.

Agora submeto a vocês, senhoras e senhores, que isso é, o que acabei de dizer que vocês devem acreditar para acreditar na revelação Cristã não é possível acreditar, assim como não é decente acreditar. Por quê não é possível? Porque o nascimento de uma virgem é mais provável que isso. Uma ressurreição é mais provável que isso e porque se isso fosse verdade, teria duas implicações a mais. Significaria que o projetista deste plano era inacreditavelmente preguiçoso e inepto ou inacreditavelmente insensível e cruel e indiferente e extravagante. Este é o caso contra todo argumento de projeto ou todo argumento de revelação e intervenção que já foi feito. Mas não é conclusivo por causa do conhecimento superior que conseguimos para você com nosso empenho infindável contra padres, contra Rabinos, contra Mulás que sempre quiseram que nós nos considerássemos feitos a partir do pó ou de um coágulo de sangue, de acordo com o Corão, ou como os Judeus que supostamente devem rezar toda manhã, ao menos não as mulheres e gentios.

E este é o meu ponto final, o insulto final que religiões nos entregam, o veneno final que injeta no nosso sistema. Elas apelam tanto para a nossa maldade, nosso auto-centrismo e nosso solipsismo e ao nosso masoquismo. Em outras palavras, é sadomasoquista.

Vou colocar assim: você é um coágulo de sangue, um pedaço de barro, você tem sorte de estar vivo, Deus lhe deu forma de acordo com sua conveniência, apesar de que você nasceu da sujeira e pecado e apesar de que toda religião que já existiu é distinguida principalmente pela idéia de que nós deveríamos ter aversão de nossa própria sexualidade. Me dê o nome de uma religião que não brinca com esse fato. Então você é sortudo por estar aqui, originalmente pecaminoso e coberto de vergonha e sujeira como você é, você é uma criatura desprezível, mas veja, o Universo foi projetado como você em mente e o céu tem um plano para você.

Senhoras e senhores, fecho dizendo que não posso acreditar que há aqui uma pessoa pensante que não percebe que nossa espécie começaria a crescer em direção ao seu pontencial máximo se deixasse essa criancisse para trás, se emancipasse dessa infantilidade sinistra e sem sentido.

Agora deixo a palavra ao bom Dr. McGrath. Obrigado.

janeiro 30, 2008

Crença na crença

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Por Christopher Hitchens
Tradução por Alexandre Schulter
Originalmente publicado em Council for Secular Humanism

Uma questão que me interessa muito (e sempre interessou) é essa: eu sei que não acredito tanto em qualquer deus quanto qualquer religião e eu posso dar razões de uma maneira que o outro lado pode ao menos entender, mas pode o mesmo ser dito daqueles que alegam acreditar de fato? Uma maneira mais breve de colocar isso é perguntar se nossos antagonistas nesse argumento antigo verdadeiramente querem dizer o que aparentemente estão dizendo.

A recente descoberta que Madre Teresa ficou por quase meio século sem poder sentir a presença de Cristo na Eucaristia ou o ouvido de Deus escutando suas preces, é de grande importância aqui. (Veja o livro recente sobre suas cartas desesperadoras, Mother Teresa: Come Be My Light.) Nem ao menos seus admiradores mais ferventes consideravam essa mulher em sentido algum como uma intelectual, e ela evidentemente lutou para combater suas dúvidas de uma maneira altamente tradicional, isto é, fazendo profissões de ‘fé’ cada vez mais extravagantes e masoquistas. Isso seria uma soberba confirmação da hipótese de Daniel Dennett sobre ‘crença na crença’ – a idéia estranha que, apesar que a fé pode ser ridícula e incoerente, a mera asserção dela pode possuir algumas virtudes próprias.

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janeiro 2, 2008

Mãe natureza não é nossa amiga

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Por Sam Harris
Tradução por Alexandre Schulter

Originalmente publicado em Edge

Como muitas pessoas, uma vez confiei na sabedoria da Natureza. Imaginei que existiam limites reais entre o natural e o artificial, entre uma espécie e outra, e pensei que, com o advento da engenharia genética, nós estaríamos mechendo com vida ao nosso próprio risco. Eu agora acredito que essa visão romântica da Natureza é uma mitologia estultificante e perigosa.

A cada 100 milhões de anos mais ou menos, um asteróide ou cometa do tamanho de uma montanha esmaga-se na terra, matando praticamente tudo que vive. Se algum dia precisarmos de uma prova da indiferença da Natureza ao bem-estar de organismos complexos como nós, está aí. A história da vida neste planeta tem sido uma de destruição impiedosa e renovação cega e desamparada.

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dezembro 17, 2007

Pálido ponto azul

Filed under: Filosofia — Tags:, , , — alxnd @ 6:12 pm

Em tempos de Natal percebo que minha caixa de e-mail enche de mensagens preposterosas. As que me dou o trabalho de ler me impressionam pela deficiência de perspectiva sobre as coisas. Nesse caso sempre me lembro do famoso texto de Carl Sagan que serve como um tapa de realidade.

Em 14 de Fevereiro de 1990 a Voyager 1 tirou essa foto da Terra há mais de 6 bilhões de quilômetros de distância. As faixas visíveis na imagem são raios de luz vindos do Sol. Em 1996, Carl Sagan compartilhou seus pensamentos sobre essa foto, sem dúvida a descrição mais inspiradora e criteriosa a acompanhar uma imagem da Terra.

palebluedot.jpg

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Sermão de domingo dos livre pensadores: valores iluministas

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Por Revere
Tradução por Alexandre Schulter

Originalmente publicado em Effect Measure em 16 de Dezembro de 2007.

Concederei ao clero uma coisa: dar sermão pode ser um trabalho difícil. Não sempre, é claro. Alguns políticos e figuras religiosas o fazem sem esforço, diga-se, sem pensar. Talvez devamos deixar de lado o “diga-se.” Sem pensar. Algumas vezes, no entanto, é difícil pensar sobre o que dizer no Domingo. Mas hoje não é um desses. Houve muito material bom na semana passada, escolher foi difícil. Seriam os veranistas na Austrália que ficaram bêbados e começaram a discutir evolução versus criacionismo? O criacionista Inglês acabou matando o cientista biomédico Escocês com uma faca de cozinha. Que tal a campanha do Monstro de Espaguete Voador na Flórida para incluí-lo no ensino de biologia juntamente com evolução e projeto inteligente? Uma estória que posso descrever apenas como “deliciosa”.

Mas essa é uma época séria do ano para o pessoal religioso, então pensei, como sinal de respeito, em destacar dois trechos de opinião sérios.

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dezembro 13, 2007

Essa resistência religiosa mortal contra vacinações

Filed under: Filosofia — Tags:, , , , — alxnd @ 2:59 pm

Por Johann Hari
Tradução por Alexandre Schulter

Originalmente publicado em richarddawkins.net em 10 de Dezembro de 2007.

Quero contar a você três estórias interconectadas. A primeira delas é uma das melhores notícias que você escutará todo esse ano; as últimas duas são umas das mais tristes. Mas todas elas são sobre como a ciência salva dezenas de milhares de vidas e como a persistência do pensamento baseado em fé mata – não apenas no passado distante da queima de bruxas, mas hoje, ao redor do mundo e, sim, até na Grã Bretanha.

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Uma carta aberta a Richard Dawkins

Filed under: Filosofia — Tags:, , , — alxnd @ 10:26 am

A suposta utilidade das religiões é o assunto desta carta enviada por um padre bem conhecido ao biólogo Richard Dawkins. O assunto é muito batido, sinceramente já encheu o saco, é só um refresco.

Por Jonathan Morris
Tradução por Alexandre Schulter

Originalmente publicado em FOXNews em 10 de Dezembro de 2007.

Caro Richard,

Foi um prazer conhecer você “virtualmente” ontem, em uma conexão via satélite entre Roma e Londres, para debater o papel da religião e ateísmo na sociedade.

A televisão BBC World me convidou para discutir com você uma lasca da circular mais recente do Papa Benedito XVI sobre a virtude Cristã da esperança, “Na Esperança Que Sejamos Salvos” (Romanos 8:24), onde o pontífice faz referência às filosofias ateístas dos séculos XIX e XX e como elas contribuiram para algumas das maiores atrocidades de nosso tempo.

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novembro 23, 2007

Estão os ‘novos ateus’ evitando os ‘argumentos de verdade’?

Filed under: Filosofia — Tags:, , , — alxnd @ 5:30 pm

Por Edmund Standing
Tradução por Elizandro Max, do Godless Liberator

Originalmente publicado em ButterfliesAndWheels.com em 31 de Outubro de 2007.

Recentemente, livros de sucesso de autores ateus como Richard Dawkins e Christopher Hitchens têm recebido críticas de setores religiosos. O mais recente ataque veio de Rowan Williams, arcebispo de Canterbury. Segundo Williams, nas discussões sobre cristianismo, a religião criticada por Dawkins, Hitchens e outros não é a mesma que ele reconhece como sua, e que estes autores, errônea e arrogantemente, dizem aos cristãos “eu sei o que você quer dizer”, quando na verdade não sabem, e isso aparentemente o “incomoda”.

O argumento básico de Williams e outros é que esses escritores simplesmente não se dispuseram a estudar um pouco de teologia e dirigir-se aos “argumentos de verdade”. Como eu sou formado com mérito em Teologia e Estudos Religiosos, presumo que Williams não pode alegar que não tenho idéia do que estou falando, embora eu concorde com as conclusões de Dawkins e Hitchens.

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Tema: Shocking Blue Green. Blog no WordPress.com.

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