(Falta escrever!)
janeiro 15, 2009
Viagem Bolivia-Chile-Perú 2008, parte 3 – La Paz
La Paz… La paz era o objetivo da viagem. Foi onde nos divertimos mais e de onde saímos para duas aventuras de bicicleta: os singletracks na Cordilheira dos Andes e a descida pela estrada da morte que liga La Paz à Coroico.
Mais fácil falar com fotos.

Último andar do Adventure Brew, onde ficamos por 4 dias. Nesse andar tinha festa todo dia a noite. Na diária de mais ou menos 10 reais estava incluso um caneco de chope, o qual era fabricado no próprio albergue, no térreo. Será esse o melhor albergue do mundo?

Pulamos a cerca pra não pagar, mas não deu, vieram nos cobrar. Detalhe para as construções bolivianas. A cidade fica no meio de vale enorme.

Depois de subir o Chacaltaya e ir ao Vale de la Luna, assistimos uma pelada naquele estádio internacional. Haja fôlego pra aguentar tudo isso. Depois dali ainda fomos atrás de uma empresa pra fazer uma pedalada no dia seguinte.

Ah, agora sim! Essa é a van que nos conduziu várias vezes às alturas pra que descêssemos por trilhas tenebrosas

...ooops! Já no aquecimento destruí a gancheira do câmbio traseiro. Ainda bem que tinha bike reserva.

Em outro dia, no escritório da Gravity Bolivia, agendando a descida da estrada da morte de La Paz à Coroico. Mal sabíamos que iria ser uma merda comparado com o pedal anterior.

Início da descendência de 4000 metros. Começa bonitinho, tem até asfalto. Não dá pra ver, mas estava nevando e fazia um frio de rachar os dedos das mãos. No fim, em Coroico, estava um calor infernal.

Um trecho com subidinha. Estávamos meio de saco cheio com a lerdeza do resto do pessoal. Mas também, os caras paravam pra fumar no meio do caminho. Sai de bike e pára pra fumar?! Vai tomar no !#$%

Lá longe, uma van e várias formiguinhas atrás. Burrada dos caras, a van tem que vir atrás e não na frente.

De tanto cair carros e caminhões dos penhascos, fecharam a estrada pra automóveis. Só está liberada pra ciclistas e vans de apoio. Mas já morreram alguns ciclistas também! eitcha!
Viagem Bolivia-Chile-Perú 2008, parte 2 – Chile
Nossa passagem pelo Chile foi rápida, apenas 3 dias. Entramos no país pela cidade de San Pedro de Atacama, que é uma cidade de passagem para turistas vindo de vários lados. Não tem nada muito interessante, a não ser comer, usar internet e esperar o ônibus pra sair de lá.
A idéia era ir para o Perú e depois voltar para a Bolívia. Mas como minha câmera estava capengando e a do Odimar tinha ido pro saco, La Paz na Bolívia seria um destino bom porque lá tem um Mercado Negro onde se vende eletrônicos por bons preços. De San Pedro fomos à Arica, ainda no Chile, uma das únicas cidades no caminho para a fronteira com a Bolívia que valia dar uma parada. Arica é uma cidade litorânea, então aproveitamos para conhecer o Pacífico, alugamos bicicletas e caminhamos bastante também para conhecer o povo chileno. Anotamos o Chile no caderninho como um destino no futuro para ver com mais calma.
Viagem Bolivia-Chile-Perú 2008, parte 1 – Salar de Uyuni e Deserto do Atacama
A idéia de ir para a Bolívia surgiu do Odimar que comentou com o Carlos sobre um amigo que tinha ido uns anos antes pra lá e fez a descida de bicicleta de uma tal de Estrada Mais Perigosa do Mundo. A idéia acabou chegando em mim e outros, e um mês depois estava eu, o Odimar e o Carlos indo para a Bolívia.
Não sei como, mas a passagem de ida de volta de Florianópolis/Brasil e Santa Cruz/Bolívia pela Gol estava ridiculamente barata: R$ 650. Também, por nossas pesquisas, concluímos que viajar no país seria MUITO barato. A moeda boliviana – chamada de Boliviano, ou “liviano” – é bem desvalorizada em relação ao Real. Na época com 1 real comprava-se 4,5 bolivianos. Com uns 5 bolivianos dava pra fazer uma refeição boa, com 8 bolivianos dava para atravessar o centro de La Paz de táxi, só para ter uma idéia… Agora imagine como é barato para um Europeu viajar por lá. Encontramos vários deles.
A ida de avião foi assim: Florianópolis -> Campo Grande -> Santa Cruz. Chegamos em Santa Cruz tarde da noite e tudo bem, olhamos o aeroporto, nada muito estranho, simples mas decente. Nada de errado com esse país, pensamos, nada muito pior que o moderníssimo Brasil. Aí fomos pegar o “táxi” para o centro da cidade. Oh vida, tinham ali uns 3, parecia que saíram do ferro velho. Negociamos com um deles (obviamente não existe taxímetro) a bagatela de 15 bolivianos (R$ 3,50) para nos levar até o Albergue Jodanga, no centro de Santa Cruz. O carro era uma banheira velha com rodas, velocímetro não funcionava, limpador de vidros não funcionava – e estava chovendo! – o volante era do lado direito e tinha sido adaptado no porta-luvas, porque originalmente ficava do lado direito. Também nessa viagem do medo fomos apresentados ao cheiro boliviano. O taxista fedia igual um porco de chiqueiro fechado. Muito raramente alguém lá toma banho. Papel higiênico também é algo fora do comum. Foram poucos os banheiros na Bolívia que achei sabonete pra lavar as mãos.
Chegando depois da meia-noite no Jodanga, estávamos preocupados se haveriam vagas e se estaríamos encomodando chegando tão tarde. Acabou que tinha vaga e estavam todos acordados, estava tendo uma festinha. O albergue era altos maneiro: sinuca, piscina, internet, sala de vídeo, churrasqueira, área de serviço, serviço pra guardar malas. A diária era em torno de R$ 10. Na confraternização comentamos com o pessoal nossos planos para a viagem, o qual primeiramente era ir de Santa Cruz a Uyuni, para fazer um tour de 3-4 dias no deserto de sal. Um camarada dos EUA nos deu uma ótima idéia, ao invés de começar o tour em Uyuni e voltar para Uyuni no 4o dia, fazer o tour em 3 dias e terminar no Deserto do Atacama no Chile, e de lá voltar pra Bolivia cortando o norte do Chile e evitando as horríveis “rodovias” bolivianas. Foi o que fizemos.
No dia seguinte acordamos cedo e fomos na rodoviária de Santa Cruz tentar comprar nossa passagem para Uyuni. O ônibus saía de tarde, por volta das 17:00. Mas como tudo na Bolívia funciona errado, o atraso na saída foi de 3 horas. Na verdade não existe ônibus direto, primeiro iríamos para Sucre, depois Potosi e daí finalmente Uyuni. Saímos as 20:00 de sexta-feira e chegamos à 01:00 de domingo em Uyuni. Total de 29 horas pelas piores estradas imagináveis.

Obviamente são vendidas mais passagens que lugares. E reza pro camarada em pé do seu lado ter limpado a bunda quando foi no banheiro.
Em Uyuni quando saímos do ônibus já veio guias de turismo oferencendo o tour no deserto. Tinham vários jipes ali estacionados para demonstração. Como estávamos de saco cheio da viagem contratamos a primeira empresa que vimos pela frente. O tour de 3 dias, com toda alimentação, guia e pernoite em dormitórios no deserto saiu por 75 dólares. Nada mal. Só que o jipe era o mais fudido de todos, o guia era meio burrão e a companhia era a pior possível – 3 lésbicas antipáticas e sujismundas da Suécia.
O Salar de Uyuni e o Deserto do Atacama ficam em uma altura de 4000 metros. Por isso o tour foi meio sofrido, na verdade fiquei os 3 dias sem dormir por causa do mal da altitude. Em todo caso isso a gente abstrai e o lugar é o que fica na memória. O Salar de Uyuni parece outro planeta, não parece a Terra. Lá foi onde vi o céu estrelado mais impressionante da minha vida. Por causa da poluição luminosa, as pessoas nas cidades estão impedidas de ver as estrelas. Outra coisa curiosa é a baixíssima umidade relativa do ar. Usando uma camiseta de poliéster para dormir, a eletricidade estática que acumulava era tão grande que clarões verdes de descargas iluminavam a minha cama quando eu me mexia na cama em um dos alojamentos. Só não era mais surreal que o céu.

Depois dessa foto minha câmera pifou, a luminosidade era tão forte que deve ter danificado o sensor do obturador

Deserto do Atacama - oficialmente o lugar mais seco do mundo, até o carro precisa de pausa pra tomar água
O jipe nos deixou na fronteira com da Bolivia com o Chile, onde pegamos uma van que nos levava até a cidade de San Pedro de Atacama, já no Chile.



















































































