Alexandre Schulter

janeiro 11, 2009

Viagem Europa 2007, parte 3 – Holanda e Bélgica

Filed under: europa 2007 — Tags:, , — alxnd @ 11:09 pm

O dia inteiro metendo 130km/h em rodovias amplas e sendo ultrapassado por carrinhos de familía à 160km/h e trens à 200km/h, acabamos nos perdendo, pegando um atalho que não era bem um atalho, passamos pela Bélgica e no final de tarde chegamos em Amsterdã. Mais algumas burradas no final, a estrada foi estreitando, o número de vaquinhas holandesas foi aumentando e por fim chegamos no fim da rua sem saída. Voltamos e acabamos encontrando nosso “albergue”. Era um acampamento de trailers bem fora da cidade, enfeitado com dinossauros, jacarés e um hipopótamo rosa. Na entrada já tinha um pé de maconha, na cozinha – uma tenda fechada – o ambiente era nebuloso e habitado por mochileiros e patos famintos (sim, patos de verdade). A atendente nos levou até nosso trailer e estava toda empolgada com o fato de ter conseguido pra nós um trailer bem reservado, no fundo do acampamento, onde poderíamos ter privacidade… ela achou que éramos gays.

Traçando a rota de viagem

Traçando a rota de viagem

Passando pela Bélgica

Passando pela Bélgica

Legitima vaquinha holandesa

Legítima vaquinha holandesa

OK, estamos perdidos

OK, estamos perdidos

Lucky Lake Hostel

Lucky Lake Hostel

Lucky Lake Hostel

Lucky Lake Hostel

Habitantes do acampamento

Habitantes do acampamento

De bike nos arredores do Vinkeveen Plassen

De bike nos arredores do Vinkeveen Plassen

Corremos para um mecardo antes que fechasse para comprar suprimentos. Ali na Holanda finalmente pegamos cerveja boa. Muito boa e barata.

EUR 1,10 cada uma em média

EUR 1,10 cada uma em média

Acabamos desistindo de ficar os dias seguintes ali no acampamento e fizemos check-out. Largamos o carro no estacionamento de um condomínio e nos mudamos para o centro de Amsterdã, mais exatamente do lado do Distrito da Luz Vermelha, num quarto em cima de um bar, alugado diretamente com o dono, um traficante skatista.

Nosso apartamento maneiro no centro de Amsterdã

Nosso quartinho maneiro no centro de Amsterdã

No bar debaixo do nosso apartamento

No bar debaixo do nosso apartamento

Nosso camarada skatista

O camarada que alugou pra gente

Entre os pontos turísticos que visitamos estão a primeira fábrica da Heineken, agora desativada e transformada numa espécie de parque de diversões fechado, o museu da tortura e o Distrito da Luz Vermelha (só pra ver!!). Algo a se fazer lá é sair na noite, bem badalada e com muitas opções as quais não se paga pra entrar, só pelo consumo. Mas só ficar andando pelas ruas e olhando as coisas já vale a pena, com o impecilho de ter que procurar abrigo em andaimes ou abrir o guarda-chuva toda hora, porque nunca vi cidade igual pra chover tanto de forma tão intermitente. Em uma dessas andanças pelas ruas fomos abordados por um mano-das-quebrada. Acho que ele queria dinheiro e nos ameaçou, só que o coitado não tinha sequer uma faca. Posso ter cara de turista bananão, mas sou brasileiro, e de brasileiro só se tira dinheiro se estiver armado, otário!

Fábrica da Heineken

Fábrica da Heineken

Fábrica da Heineken

Fábrica da Heineken

Fábrica da Heineken

Fábrica da Heineken

Ruelas no centro de Amsterdã, parece a Conselheiro Mafra em Florianópolis

Ruelas no centro de Amsterdã, parece a Conselheiro Mafra em Florianópolis

Dam Square

Dam Square

Zoando na noite debaixo de chuva

Zoando na noite

Andando, andando, andando...

Andando, andando, andando...

Continua andando...

Continua andando...

Pra cada rua tem um rio

Pra cada rua tem um rio

Passeios de barco

Passeios de barco

Museu da tortura

Museu da tortura

Red Light District

Red Light District

Museu do Sexo

Museu do Sexo

Lojas de sementes

Lojas de sementes

Pequena decoração da frente de uma loja

Pequena decoração da frente de uma loja

Balada holandesa

Balada holandesa

No quarto dia em Amsterdã fomos embora. No dia seguinte tínhamos avião para pegar devolta em Paris, mas podíamos parar em alguma cidade no caminho para passar a noite. Rapidamente fizemos uma ótima escolha: Bruges, na Bélgica. Uma cidade realmente acolhedora e que valeria voltar pra conhecer mais. É a cidade medieval mais bem conservada da Europa. Existe um filme muito bom e recente chamado “In Bruges” que se passa nela e que mostra melhor a cidade do que eu poderia explicar.

Nas ruas de Bruges

Nas ruas de Bruges

Praça central de Bruges

Praça central de Bruges

Coincidência no aeroporto na hora de voltar pro Brasil

Coincidência no aeroporto na hora de voltar pro Brasil

Viagem Europa 2007, parte 2 – França

Filed under: europa 2007 — Tags:, , — alxnd @ 11:08 pm

Em Paris levei um choque. Totalmente diferente de Zurique, Paris é um caos. Me senti intimidado pelo sistema de metrô e levei um tempinho até conseguir chegar no hotel duas estrelas previamente reservado para mim e para meu amigo Ivan com o qual passaria o resto da viagem. Li em um guia de turismo que Paris como um todo é uma cidade segura, a não ser no bairro Montmartre, justamente onde, num beco estranho, ficava nosso hotel. Na prática era um albergue, só diversão, cheio de gente maluca de todo canto do mundo. O Ivan já estava lá com duas garrafas de vinho. Depois ainda troquei parte do meus chocolates suiços por vinho com uma gordinha simpática do Canadá.

Andre Gill - hotel 2 estrelas

Andre Gill - hotel 2 estrelas

O gato recepcionista

O gato recepcionista

Ivan

Ivan

Obviamente não fomos dormir e sim passear pelo tal pior bairro de Paris. Me senti em casa, nada muito pior que qualquer capital brasileira. Alguns golpistas, turistas alternativos, festas obscuras, prostituição e comida de rua barata. Demos de cara com uma bandeira brasileira enorme estentida na faixada de uma boate. Supostamente uma festa brasileira: “Oi, você por quê esta é uma festa brasileira? Não sei. Mas onde fica o Brasil? América do Sul não é?” Achamos um cartaz lá dentro que dizia: Exclusiva Cerveja Brasileira Nova Schin Somente 5 Euros. Nada mal comparado com mijo de cabra fabricado na França.

Dando um rolé em Montmartre, o bairro mais bagaceiro de Paris

Dando um rolé em Montmartre, o bairro mais bagaceiro de Paris

Moulin Rouge

Moulin Rouge

O baguete do jamaicano (humm... pegou mal)

O baguete do jamaicano (humm... pegou mal)

Balada eletrônica

Balada eletrônica

Tá maluco!

Tá maluco!

Ficamos ao todo 4 dias em Paris. Nosso programa era caminhar o dia inteiro por todos os becos comprando cerveja horrorosa nos mercadinhos dos paquistaneses e entrando nos pontos turísticos não muito caros que apareciam no nosso caminho aleatório. Aprendemos que não se pode fazer piquinique dentro de igreja. No dia que fomos no Louvre, o dia no qual a entrada é grátis, chegamos as 16:30 e fechava às 17:00. Beleza, demos uma passada na Torre Eiffel para urinar nos arbustos que tinham ali, já que banheiro tava difícil de achar e se o guardinha te pegar fazendo na rua são 50 euros. Caminhamos todos os dias o dia inteiro até dar fisgada nas pernas. A cidade é incrível e vale a pena ver TUDO.

Se quiser comer barato tem que apelar pra supermercado

Se quiser comer barato tem que apelar pra supermercado

Nas ruas de Paris

Nas ruas de Paris

Nunca confie num francês ao volante

Nunca confie num francês ao volante

Fim de tarde

Fim de tarde

desocupado

Se fores um desocupado, o governo francês te dá 800 euros por mês pra não ficares enchendo o saco dos turistas

Comida tipica francesa, cara e bem meia boca

Comida típica francesa, cara e bem meia boca

Achamos uma lojinha de bebidas importadas - cervejas tchecas e belgas, maravilha!

Achamos uma lojinha de bebidas importadas - cervejas tchecas e belgas, maravilha!

Sacre Coeur - os padres franceses são tão tolos quanto os brasileiros

Sacre Coeur Basilica

Restaurante indiano num beco, 15 euros a refeição, tá valendo!

Restaurante indiano num beco, 15 euros a refeição, tá valendo!

Kebab

Kebab

Pela foto não dá pra perceber, mas essas construções são muito, mas MUITO grandes

Église de la Madeleine - Pela foto não dá pra perceber, mas essas construções são muito, mas MUITO grandes

Jardin du Luxembourg

Jardin du Luxembourg

Caminhando o dia inteiro até não aguentar mais

Caminhando o dia inteiro até não aguentar mais

Assemblér Nationale

Assemblér Nationale

Palácio do Exército Francês

Palácio do Exército Francês

Debaixo da Torre Eiffel

Debaixo da Torre Eiffel

Torre Eiffel

Torre Eiffel

Esperando o último metrô da noite

Esperando o último metrô da noite

Dependendo de onde o cara quer ir, tem que fazer umas 5 conexões

Dependendo de onde o cara quer ir, tem que fazer umas 5 conexões

Lavando roupa

Lavando roupa

Wi-fi? Onde?

Wi-fi? Onde?

Horrivel

Horrível

Péssima

Péssima

Ugh

Ugh

Tá maluco, que coisa nojenta

Tá maluco, que coisa nojenta

Comida francesa, um pouco melhor

Comida francesa, um pouco melhor

Champs-Élysées

Champs-Élysées

Arc de Triomphe

Arc de Triomphe

Obelisco localizado na Place de la Concorde

Obelisco localizado na Place de la Concorde

Louvre

Louvre

Louvre

Louvre

Louvre

Louvre

No último dia em Paris nos aventuramos para fora da cidade para chegar em um aeroporto secundário menor que o Charles de Gaulle para pegar um carro alugado. Na volta foram horas para conseguir voltar os 30km e estacionar o carro na rua. Não conseguimos de forma alguma achar vaga em lugar algum e gastamos um bocado para deixar em um estacionamento pago. No dia seguinte ainda tivemos que voltar no aeroporto para autorizar o Ivan a dirigir o Ford KA, já que no dia anterior ele tinha esquecido de levar o passaporte. Daí finalmente conseguimos iniciar nossa viagem de carro até Amsterdã, na Holanda.

Indo pro aeroporto Orly pegar nosso carro

Indo pro aeroporto Orly pegar nosso carro

Ford KA 1.4 - o mais barato disponivel (5 euros a diária é propaganda enganosa, com taxas e impostos sai 30)

Ford KA 1.4 - o mais barato disponível (5 euros a diária é propaganda enganosa, com taxas e impostos sai 30)

Viagem Europa 2007, parte 1 – Suiça

Filed under: europa 2007 — Tags:, , — alxnd @ 11:07 pm

No início do ano de 2007 escrevi um artigo científico sobre um trabalho desenvolvido no ano anterior no Laboratório de Integração Software/Hardware (LISHA) da UFSC. Em meados de junho tive a feliz notícia de que o artigo tinha sido aceito para publicação no Journal of Object Tecnology (JOT) em uma edição especial que seriam os anais da conferência TOOLS’2007 a ser realizada em julho de 2007 em Zurique, Suiça. O artigo se entitula “A Tool for Supporting and Automating the Development of Component-based Embedded Systems” e está publicado aqui.

Já tinha publicado alguns artigos antes, mas não tinha tido a oportunidade de apresentá-los porque nunca havia conseguido ajuda de custo para tal. E dessa vez não foi diferente, não ganhei um tostão sequer de nenhum departamento da UFSC, nem do laboratório, nem da reitoria; só o laboratório pagou a inscrição do evento. Contudo, já não trabalhava mais lá e, de um bolsista pé-de-chinelo, passei a empregado do setor público! Então era a hora.

Negociei alguns dias de folga, engatei com uns dias que tinha em haver e no final consegui separar 2 semanas para viajar. Só que tinha um problema: entre o momento que a viagem estava certa e a data de partida eram só 14 dias para fazer o planejamento. Foram duas semanas muito estressantes. Além de ter que elaborar um roteiro de viagem maximizando o que eu iria fazer por lá naquelas míseras 2 semanas, tinha que preparar uma apresentação de trabalho científico de nível internacional.

legenda

Guias, mapas, apresentação no congresso, euros

Saindo de Florianópolis com a TAM, havia uma escala em Guarulhos com troca de avião e outra em Paris com troca de companhia aérea para chegar no destino final: Zurique. Em São Paulo a espera era para de ser de 4 horas, mas na época estava acontecendo uma greve dos controladores de vôo da aeronáutica e acabei tendo que esperar mais de 12 horas. No aeroporto em Paris acabei perdendo o vôo para Zurique por 30 minutos e a TAM assumiu a responsabilidade. Todo mundo do meu vôo que perdeu conexões por conta desse atraso foi colocado em outros vôos no dia seguinte e foram obrigados a passar a noite em um hotel 5 estrelas. Fiz amizade com uma alemã, um paranaense e uma diplomata de brasília. Jantamos e tomamos vinho por conta da TAM.

Aeronave do primeiro trecho

Aeronave do primeiro trecho

Um dos pratos do jantar no hotel 5 estrelas

Um dos pratos do jantar no hotel 5 estrelas

Quarto do hotel

Quarto do hotel

O vôo de Paris à Zurique foi espetacular. Sobrevoar os Alpes Suiços num dia ensolarado deve fazer qualquer piloto sorrir. A chegada do avião em Zurique também foi algo marcante, pois a cidade fica ao redor de um grande lago azulado e a rota de pouso circula esse lago. Foi aí que comecei a ficar empolgado com a viagem.

Aproximação do aeroporto em Zurique, Suiça

Aproximação do aeroporto em Zurique, Suiça

Duas horas depois de aterrissar, depois de ter pego 1 trem, 2 bondes, caminhar 30 minutos e constatar que a Suiça dificilmente sairia do topo da minha lista de melhores países já visitados, cheguei ao albergue que tinha reservado com antecedência para ficar 4 dias. Era de manhã ainda e a minha cama só seria liberada às 18h, o que me decepcionou, já que eu realmente precisava de um descanso. O dia anterior tinha sido duro e tinha dormido apenas uma hora naquele hotel em Paris.

Bonde elétrico

Bonde elétrico

Caminhando em direção ao Youth Hostel Zürich

Caminhando em direção ao Youth Hostel Zürich

Comi um lanche e saí para um passeio no lago que ficava ali perto. Acabei descobrindo que estava acontecendo o Iron Man Suiça 2007. A etapa de natação já tinha terminado e estava no meio da etapa de ciclismo. Tinha uma galera nos arredores do lago, centenas de competidores e vários estandes de lojas de esporte, venda de comida e bebida. Uma verdadeira festa. E achei dinheiro no chão… Pra quê??? Tomei uns 2 litros de chope de trigo e dormi na grama. Foi foda.

Lanche

Lanche

Etapa de ciclismo do Iron Man

Etapa de ciclismo do Iron Man

Zürichsee

Zürichsee

Ninguém é de ferro!

Ninguém é de ferro!

Devolta no albergue conheci meus companheiros de quarto: dois competidores e um japonês maluco que não falava inglês, nem alemão, nem francês, nem nada. Acho que nem japonês ele devia falar direito. Conseguiu de alguma forma me explicar que era um escritor e estava ali sem um motivo em específico, apenas ficava ali no quarto o dia inteiro pensando na vida. À noite foi que o japonês me tirou do sério, roncava igual uma motoca com o escapamento furado, acordava e simplesmente acendia a luz do quarto e saía fora pra ir no banheiro, ficava escovando o dente por 30 minutos, falava sozinho. Quase tive vontade de bater naquela criatura. Mais uma noite mal dormida.

De manhã fui o primeiro a pular da cama, ataquei o café da manhã do albergue – que por sinal foi o melhor café da manhã de toda a viagem – e saí para minha caminhada de 15km até o Instituto Federal de Tecnologia de Zurique (ETHZ) onde aconteceria o congresso de 4 dias. No caminho um mendigo que falava 3 línguas me pediu dinheiro – não dei nada ao maldito, por quê não vem dar aula de línguas no Brasil? -, vi banqueiros engravatados indo de patinete pro trabalho, Porches e Ferraris pra todo lado, só gente bonita, feliz e rica. Realmente uma cidade diferente pra mim. Me distraí, me atrapalhei com os mapas e acabei chegando atrasado na ETHZ.

Nas ruas de Zurique

Nas ruas de Zurique

Achei a ETHZ

Achei a ETHZ

Departamento de computação da ETHZ

Departamento de computação da ETHZ

Na conferência só o pessoal top da área de Engenharia de Software: Bertrand Meyer (Eiffel), Ivar Jacobson (UML, RUP), Steven Milner, Erich Gamma (Eclipse), Dave Thomas (manifesto ágil). Os trabalhos eram de tão alta qualidade que fiquei até com medo de apresentar o meu. Minha palestra seria no terceiro dia e eu nem tinha encontrado tempo para praticar ainda. Mas nada que acordar os dois dias seguintes as 5 da manhã não resolvesse…

Primeiras palestras do TOOLS'2007

Primeiras palestras do TOOLS'2007

Dave Thomas e sua apresentação inusitada

Dave Thomas e sua apresentação inusitada

No primeiro dia fiz amizade com um pessoal e um cara foi bem caramada, um polonês fanático por filmes de horror trash, como o Plano 9 do Espaço Sideral. Aprendi que na Polônia não se fala alemão e sim polonês. No primeiro dia aconteceu também o jantar de abertura, no alto de morro do lado da cidade, o Uetliberg. A subida até lá é de trem, jantamos, roubamos garrafas de vinho e descemos no último trem rumo ao centro da cidade. Acabamos ficando em um barzinho minúsculo e, nos padrões suiços, bem agitado. Trabalhei de tradutor português/inglês para duas prostitutas brasileiras, disse para o Ivar Jacobson que UML não servia pra nada (ele é o “inventor” dessa linguagem) e uma participante do congresso achou que eu era um menino pobre da Favela da Rocinha e me pagou uma cerveja.

Vista do centro de Zurique do alto de uma torre de observação do Uetliberg

Vista do centro de Zurique do alto de uma torre de observação do Uetliberg

Jantar de abertura da conferência

Jantar de abertura da conferência

O Polonês

O Polonês

Bora pro albergue à pé denovo (15km). Já fiz coisa sofrida na vida, mas essa caminhada foi pra matar. Na metade admiti a derrota e peguei um táxi (um Mercedes Classe C). Chegando lá no albergue estava o bastardo do japonês executando sua sinfonia. Peguei meu colchão e desmaiei no corredor do lado de fora do quarto. Ninguém viu, já que fui dormir depois que todo mundo e acordei antes pra estudar minha apresentação. Lá pelas 9:00 resolvi matar a parte da manhã das palestras e saí pra passear pela cidade. Às 12:25 apareci no restaurante onde os tickets que ganhei junto com o kit da conferência me davam direito a almoçar, fiz meu prato e fui requisitado gentilmente que devolvesse a comida e voltasse depois porque o ticket era para 12:30 e não 12:25. Era a maldita exatidão suiça.

Nas ruas de Zurique

Nas ruas de Zurique

Nas ruas de Zurique

Nas ruas de Zurique

Apresentei meu trabalho sem gaguejar muito no meu inglês mal-praticado e dei adeus à Suiça. Próxima parada era Paris.

Tema: Shocking Blue Green. Blog no WordPress.com.

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