Alexandre Schulter

janeiro 15, 2009

Viagem Bolivia-Chile-Perú 2008, parte 3 – La Paz

Filed under: bolivia 2008 — Tags:, , , , — alxnd @ 4:10 pm

La Paz… La paz era o objetivo da viagem. Foi onde nos divertimos mais e de onde saímos para duas aventuras de bicicleta: os singletracks na Cordilheira dos Andes e a descida pela estrada da morte que liga La Paz à Coroico.

Mais fácil falar com fotos.

Adventure Brew Hostel - Carlos no nosso quarto de 8 camas

Adventure Brew Hostel - Carlos no nosso quarto de 8 camas

Último andar do Adventure Brew, onde ficamos por 4 dias. Nesse andar tinha festa todo dia a noite. Na diária de mais ou menos 10 reais estava incluso um caneco de chope, o qual era fabricado no próprio albergue, no térreo. Será esse o melhor albergue do mundo?

Último andar do Adventure Brew, onde ficamos por 4 dias. Nesse andar tinha festa todo dia a noite. Na diária de mais ou menos 10 reais estava incluso um caneco de chope, o qual era fabricado no próprio albergue, no térreo. Será esse o melhor albergue do mundo?

Adventure Brew - As regras das não-muitas-regras

Adventure Brew - As regras das não-muitas-regras

Trânsito caótico de La Paz

Trânsito caótico de La Paz

City tour à pé até não aguentar mais

City tour à pé até não aguentar mais

Pulamos a cerca pra não pagar, mas não deu, vieram nos cobrar. Detalhe para as construções bolivianas. A cidade fica no meio de vale enorme.

Pulamos a cerca pra não pagar, mas não deu, vieram nos cobrar. Detalhe para as construções bolivianas. A cidade fica no meio de vale enorme.

Opa! Adulto também pode brincar

Opa! Adulto também pode brincar

Visitação do estádio internacional de futebol

Visitação do estádio internacional de futebol

Pollo a la brasa

Pollo a la brasa

Continuando o city tour

Continuando o city tour

Em um dos museus da cidade - esse povo adora uma guerra, só tem arte sobre guerra

Em um dos museus da cidade - esse povo adora uma guerra, só tem arte sobre guerra

Minha amiga múmia, tomou muita folha de coca e foi pro beleléu

Minha amiga múmia, tomou muito chá de coca e foi pro beleléu

Época do povo Tiwanaku

Época do povo Tiwanaku

Criançada rindo de nós, acho que nós é que éramos a atração turistica

Criançada rindo de nós, acho que nós é que éramos a atração turística

Subindo o Monte Chacaltaya (5300 metros de altura), fica perto de La Paz

Subindo o Monte Chacaltaya (5300 metros de altura), fica perto de La Paz

O cara nunca viu neve, tem que aproveitar!

O cara nunca viu neve, tem que aproveitar!

Vale de la Luna, nos arredores de La Paz

Vale de la Luna

A companheira Água Mineral

A companheira Água Mineral

Um monumento à alguma coisa, não peguei o nome!

Um monumento à alguma coisa, não peguei o nome!

Depois de subir o Chacaltaya e ir ao Vale de la Luna, assistimos uma pelada naquele estádio internacional. Haja fôlego pra aguentar tudo isso. Depois dali ainda fomos atrás de uma empresa pra fazer uma pedalada no dia seguinte.

Depois de subir o Chacaltaya e ir ao Vale de la Luna, assistimos uma pelada naquele estádio internacional. Haja fôlego pra aguentar tudo isso. Depois dali ainda fomos atrás de uma empresa pra fazer uma pedalada no dia seguinte.

Ah, agora sim! Essa é a van que nos conduziu várias vezes às alturas pra que descêssemos por trilhas tenebrosas

Ah, agora sim! Essa é a van que nos conduziu várias vezes às alturas pra que descêssemos por trilhas tenebrosas

Sobe! Sobe!

Sobe! Sobe!

Equipados e prontos para a primeira descida. Mas antes um aquecimento...

Equipados e prontos para a primeira descida. Mas antes um aquecimento...

...ooops! Já no aquecimento destrui a gancheira do câmbio traseiro. Ainda bem que tinha bike reserva.

...ooops! Já no aquecimento destruí a gancheira do câmbio traseiro. Ainda bem que tinha bike reserva.

Vai vai vai!

Vai vai vai!

oops

oops

Cuidado, se errar voa barranco abaixo

Cuidado, se errar voa barranco abaixo

Dificil não se destrair com o visual

Difícil não se destrair com o visual

Pausa pra fazer pose

Pausa pra fazer pose

Final da parte da manhã

Final da parte da manhã

Subindo outro morro na parte da tarde

Subindo outro morro na parte da tarde

Estrada sinuosa pra cima

Estrada sinuosa pra cima

A parte da tarde era um pouco mais dificil

A parte da tarde era um pouco mais difícil

Trilha estreita

Trilha estreita

Carlos

Carlos

Alexandre

Alexandre

Odimar

Odimar

Missão cumprida, merece coca-cola

Missão cumprida, merece coca-cola

Em outro dia, no escritório da Gravity Bolivia, agendando a descida da estrada da morte de La Paz à Coroico. Mal sabiamos que iria ser uma merda comparado com o pedal anterior.

Em outro dia, no escritório da Gravity Bolivia, agendando a descida da estrada da morte de La Paz à Coroico. Mal sabíamos que iria ser uma merda comparado com o pedal anterior.

Inicio da descendência de 4000 metros. Começa bonitinho, tem até asfalto. Não dá pra ver, mas estava nevando e fazia um frio de rachar os dedos das mãos. No fim, em Coroico, estava um calor infernal.

Início da descendência de 4000 metros. Começa bonitinho, tem até asfalto. Não dá pra ver, mas estava nevando e fazia um frio de rachar os dedos das mãos. No fim, em Coroico, estava um calor infernal.

Um trecho com subidinha. Estávamos meio de saco cheio com a lerdeza do resto do pessoal. Mas também, os caras paravam pra fumar no meio do caminho. Sai de bike e pára pra fumar?! Vai tomar no !#$%

Um trecho com subidinha. Estávamos meio de saco cheio com a lerdeza do resto do pessoal. Mas também, os caras paravam pra fumar no meio do caminho. Sai de bike e pára pra fumar?! Vai tomar no !#$%

Lá longe, uma van e várias formiguinhas atrás. Burrada dos caras, a van tem que vir atrás e não na frente.

Lá longe, uma van e várias formiguinhas atrás. Burrada dos caras, a van tem que vir atrás e não na frente.

Um trecho da estrada

Um trecho da estrada

Diz a lenda que ali a queda-livre é de mais de 100 metros

Diz a lenda que ali a queda-livre é de mais de 100 metros

De tanto cair carros e caminhões dos penhascos, fecharam a estrada pra automóveis. Só está liberada pra ciclistas e vans de apoio. Mas já morreram alguns ciclistas também! eitcha!

De tanto cair carros e caminhões dos penhascos, fecharam a estrada pra automóveis. Só está liberada pra ciclistas e vans de apoio. Mas já morreram alguns ciclistas também! eitcha!

No final tinha uma merecida refeição. Nada mal, pra quem gosta de salada...

No final tinha uma merecida refeição. Nada mal, pra quem gosta de salada...

Achamos uns macaquinhos. Os safados eram expertos pra roubar comida. E se a câmera não estivesse com alça na mão eles levavam também.

Achamos uns macaquinhos. Os safados eram expertos pra roubar comida. E se a câmera não estivesse com alça na mão eles levavam também.

Isso ai, deu de aventura de bike, próxima parada Cusco e Machu Picchu no Perú.

Isso aí, deu de aventura de bike, próxima parada Cusco e Machu Picchu no Perú.

Viagem Bolivia-Chile-Perú 2008, parte 1 – Salar de Uyuni e Deserto do Atacama

Filed under: bolivia 2008 — Tags:, , — alxnd @ 12:44 pm

A idéia de ir para a Bolívia surgiu do Odimar que comentou com o Carlos sobre um amigo que tinha ido uns anos antes pra lá e fez a descida de bicicleta de uma tal de Estrada Mais Perigosa do Mundo. A idéia acabou chegando em mim e outros, e um mês depois estava eu, o Odimar e o Carlos indo para a Bolívia.

Não sei como, mas a passagem de ida de volta de Florianópolis/Brasil e Santa Cruz/Bolívia pela Gol estava ridiculamente barata: R$ 650. Também, por nossas pesquisas, concluímos que viajar no país seria MUITO barato. A moeda boliviana – chamada de Boliviano, ou “liviano” – é bem desvalorizada em relação ao Real. Na época com 1 real comprava-se 4,5 bolivianos. Com uns 5 bolivianos dava pra fazer uma refeição boa, com 8 bolivianos dava para atravessar o centro de La Paz de táxi, só para ter uma idéia… Agora imagine como é barato para um Europeu viajar por lá. Encontramos vários deles.

A mochila tem que dar para 23 dias, não pode faltar nada e também não pode ficar muito pesada

A mochila tem que dar para 23 dias, não pode faltar nada e também não pode ficar muito pesada

A ida de avião foi assim: Florianópolis -> Campo Grande -> Santa Cruz. Chegamos em Santa Cruz tarde da noite e tudo bem, olhamos o aeroporto, nada muito estranho, simples mas decente. Nada de errado com esse país, pensamos, nada muito pior que o moderníssimo Brasil. Aí fomos pegar o “táxi” para o centro da cidade. Oh vida, tinham ali uns 3, parecia que saíram do ferro velho. Negociamos com um deles (obviamente não existe taxímetro) a bagatela de 15 bolivianos (R$ 3,50) para nos levar até o Albergue Jodanga, no centro de Santa Cruz. O carro era uma banheira velha com rodas, velocímetro não funcionava, limpador de vidros não funcionava – e estava chovendo! – o volante era do lado direito e tinha sido adaptado no porta-luvas, porque originalmente ficava do lado direito. Também nessa viagem do medo fomos apresentados ao cheiro boliviano. O taxista fedia igual um porco de chiqueiro fechado. Muito raramente alguém lá toma banho. Papel higiênico também é algo fora do comum. Foram poucos os banheiros na Bolívia que achei sabonete pra lavar as mãos.

Odimar, Alexandre, Carlos

Odimar, Alexandre, Carlos

Chegando depois da meia-noite no Jodanga, estávamos preocupados se haveriam vagas e se estaríamos encomodando chegando tão tarde. Acabou que tinha vaga e estavam todos acordados, estava tendo uma festinha. O albergue era altos maneiro: sinuca, piscina, internet, sala de vídeo, churrasqueira, área de serviço, serviço pra guardar malas. A diária era em torno de R$ 10. Na confraternização comentamos com o pessoal nossos planos para a viagem, o qual primeiramente era ir de Santa Cruz a Uyuni, para fazer um tour de 3-4 dias no deserto de sal. Um camarada dos EUA nos deu uma ótima idéia, ao invés de começar o tour em Uyuni e voltar para Uyuni no 4o dia, fazer o tour em 3 dias e terminar no Deserto do Atacama no Chile, e de lá voltar pra Bolivia cortando o norte do Chile e evitando as horríveis “rodovias” bolivianas. Foi o que fizemos.

No dia seguinte acordamos cedo e fomos na rodoviária de Santa Cruz tentar comprar nossa passagem para Uyuni. O ônibus saía de tarde, por volta das 17:00. Mas como tudo na Bolívia funciona errado, o atraso na saída foi de 3 horas. Na verdade não existe ônibus direto, primeiro iríamos para Sucre, depois Potosi e daí finalmente Uyuni. Saímos as 20:00 de sexta-feira e chegamos à 01:00 de domingo em Uyuni. Total de 29 horas pelas piores estradas imagináveis.

Jodanga Hostel

Jodanga Hostel

Café da manhã no Jodanga

Café da manhã no Jodanga

Nas ruas de Santa Cruz de la Sierra

Nas ruas de Santa Cruz de la Sierra

Os bolivianos em geral são muito estragados, mas as crianças são sempre bonitinhas

Os bolivianos em geral são muito estragados, mas as crianças são sempre bonitinhas

Caminhada até a rodoviária pra pegar nosso busão

Caminhada até a rodoviária pra pegar nosso busão

3 horas esperando por causa do atraso

3 horas esperando por causa do atraso

Chegou nosso transporte de 1a linha, mas perai, por quê o pneu tem cravos tão grandes?

Chegou nosso transporte de 1a classe, mas peraí, por quê os pneus tem cravos tão grandes?

Obviamente são vendidas mais passagens que lugares. E reza pro camarada em pé do seu lado ter limpado a bunda quando foi no banheiro.

Obviamente são vendidas mais passagens que lugares. E reza pro camarada em pé do seu lado ter limpado a bunda quando foi no banheiro.

Se der sorte o rio não está alto e não precisa esperar baixar. Ponte que é bom, nada.

Se der sorte o rio não está alto e não precisa esperar baixar. Ponte que é bom, nada.

10 minutos pra comer o troço e voltar correndo pro busão

10 minutos pra comer o troço e voltar correndo pro busão

Opa, desvia da pedra

Opa, desvia da pedra

Não dava pra passar sem essa

Tinha estepe, ufa!

Cachorro vira-lata eu não vi, mas porco de rua eu vi!

Cachorro vira-lata eu não vi, mas porco de rua eu vi!

O visual compensa o perrengue

O visual compensa o perrengue

Em Uyuni quando saímos do ônibus já veio guias de turismo oferencendo o tour no deserto. Tinham vários jipes ali estacionados para demonstração. Como estávamos de saco cheio da viagem contratamos a primeira empresa que vimos pela frente. O tour de 3 dias, com toda alimentação, guia e pernoite em dormitórios no deserto saiu por 75 dólares. Nada mal. Só que o jipe era o mais fudido de todos, o guia era meio burrão e a companhia era a pior possível – 3 lésbicas antipáticas e sujismundas da Suécia.

O Salar de Uyuni e o Deserto do Atacama ficam em uma altura de 4000 metros. Por isso o tour foi meio sofrido, na verdade fiquei os 3 dias sem dormir por causa do mal da altitude. Em todo caso isso a gente abstrai e o lugar é o que fica na memória. O Salar de Uyuni parece outro planeta, não parece a Terra. Lá foi onde vi o céu estrelado mais impressionante da minha vida. Por causa da poluição luminosa, as pessoas nas cidades estão impedidas de ver as estrelas. Outra coisa curiosa é a baixíssima umidade relativa do ar. Usando uma camiseta de poliéster para dormir, a eletricidade estática que acumulava era tão grande que clarões verdes de descargas iluminavam a minha cama quando eu me mexia na cama em um dos alojamentos. Só não era mais surreal que o céu.

La Maquina

La Maquina

Los Aventureros

Los Aventureros

Primeiro destino do tour - cemitério de trens

Primeiro destino do tour - cemitério de trens

Linha de trem desativada que chega em Uyuni

Linha de trem desativada que chega em Uyuni

Segunda parada do tour - Salar de Uyuni - isso tudo ai é sal

El Salar de Uyuni - isso tudo aí é sal

Depois dessa foto minha câmera pifou, a luminosidade era tão forte que deve ter danificado o sensor do obturador

Depois dessa foto minha câmera pifou, a luminosidade era tão forte que deve ter danificado o sensor do obturador

Isla de Inca Huasi, uma ilha de cactus no meio de um mar de sal

Isla de Inca Huasi, uma ilha de cactus no meio de um mar de sal

Bandeira boliviana

Bandeira boliviana

Futebol no sal, isso sim é bizarro

Futebol no sal, isso sim é bizarro

Água acumulada de chuva, algo que aparece só algumas vezes no verão

Água acumulada de chuva, algo que aparece só algumas vezes no verão

Animal silvestre da área

Alpaca brasileira

Alpacas

Alpacas bolivianas

Um dos alojamentos - detalhe para a janela da cozinha (à direita)

Um dos alojamentos - detalhe para a janela da cozinha (à direita)

Colchão ortopédico

Colchão ortopédico

Tentamos subir um morro que tinha do lado de um dos alojamentos

Tentamos subir um morro que tinha do lado de um dos alojamentos

Não conseguimos subir, detalhe para os olhos do Odimar, mal da altitude pegando forte

Não conseguimos subir, detalhe para os olhos do Odimar, mal da altitude pegando forte

Laguna Colorada, acho que a água não era potável

Laguna Colorada, acho que a água não era potável

Pausa para o almoço

Pausa para o almoço

Carlos fazendo graça, vulcão ao fundo

Carlos fazendo graça, vulcão ao fundo

Árvore de Pedra

Árvore de Pedra

Deserto do Atacama - oficialmente o lugar mais seco do mundo, até o carro precisa de pausa pra tomar água

Deserto do Atacama - oficialmente o lugar mais seco do mundo, até o carro precisa de pausa pra tomar água

Isso ai cura qualquer mal-estar

Isso aí cura qualquer mal-estar

Laguna Verde

Laguna Verde

Laguna Verde - parece capa de CD de metal

Laguna Verde - parece capa de CD de metal

O jipe nos deixou na fronteira com da Bolivia com o Chile, onde pegamos uma van que nos levava até a cidade de San Pedro de Atacama, já no Chile.

Tema: Shocking Blue Green. Blog no WordPress.com.

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